Fim cinematográfico

E se tudo na vida acabasse como nos filmes? Não percebemos, mas tudo que imaginamos logo se torna realidade. Somos criadores do que vemos; só precisamos de um impulso. Logo, todo o sofrimento de tantos filmes se tornariam real. Pessoas morreriam doentes, e toda uma nação seria eliminada por causa de um vírus. Prédios seriam contaminados com seres já não-humanos, com pele cinza, olhos mortos, e sentidos selvagens - marcados pelo sofrimento de querer ser normal de novo. Cidades entrariam em caos,  cervos e leões tomariam o lugar dos carros; brincando de um pega-pega continuo: a vida. Seríamos ETs em nosso próprio mundo. Alguns procurariam a cura; todos falhariam. Uns poucos sobreviveriam sãos e salvos, até que num momento, a sorte vira de lado, e pronto; mais não-humanos são criados. Tudo isso saiu da imaginação de um ser humano. Tudo isso seria culpa de uma unica ideia. Não adianta dizer que era somente um filme; não, tudo que é pensando, é porque já existiu ou ainda existirá. Nada que a imaginação cria pode ficar para trás; tem que existir um ponto culminante, em que ela se torne realidade. Tudo tem que passar pelo mundo das ideias, e pronto: o fim está próximo. Veremos pessoas morrer, e seremos menos humanas que os próprios doentes: procuraremos nos afastar deles, e não tentaremos ajudá-los. Abandonaremos inocentes - que só tiveram o azar de pegar uma droga de vírus - e usaremos a desculpa de que é para nosso bem. Nosso unico, e egoísta, bem. E tudo acabará assim. Nossa imaginação, no fim, será nosso pior inimigo. Tudo poderia ser diferente: poderíamos usar nossa capacidade para criar um mundo ideal. Mas muitos mundos ideias não podem existir, e acaba que cada um tenta criar o seu. Mundos ideias não podem viver em união, e no fim, todos acabam como nos filmes: morrendo sozinhos, nos seus mundos, sem poder gritar. Sem poder sair daquilo que criou. Sem pode amar aquilo que deveria existir. Morremos como queremos; só basta alimentarmos nosso próprio fim.  

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Assisti um filme com esse tema; com todos - ou quase todos - seres humanos sendo eliminados por um vírus mortal, e tal. No fim, fiquei remoendo todas as cenas até que escrevi esse texto. Está um tanto sem noção, até porque, quando estou revoltada, o normal é que não saía nada de muito bom no que escrevo.
Tenho um outro texto pronto, mas esse é tão revolt'z; tão... revolucionário(?), que acho que eu acabaria espantando as leitoras ( e leitores, se houver algum) deste blog. 
Ashuashaushau'
Enfim, quando, e se, eu tiver coragem, posto o outro texto depois. ^.^'

Boa sexta 13 pra vocês. 

3 comentários:

  1. Mas na maioria dos filmes, os finais são felizes, não? E a realidade - ah, a realidade - nem sempre é assim.
    Quase nunca é assim! @.@

    Beijoo ;)

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  2. hum concordo, se as coisas fosse como nos filmes com finais felizes sera q a vida teria graça? o problema não é o mundo mais o ser q habita nele, o homem se baseia nas suas proprias escolhas né!
    Beeijo flor e otima semana e ah adorei o ler o final da historia! ^^

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