O misterio da morte - parte final

- O que você está fazendo aqui? Todos estão te procurando feito loucos; sabia?! Droga, vamos logo; não estamos nem um pouco seguros aqui. - disse o homem ao garoto, assim que seu rosto foi iluminado pela luz da lua, e ele mesmo pode enxergar algo mais do que as sombras disformes da mata.
- Tem uma garota aqui.
- Garota? Não, não tem.
- Tem! Tem: eu vi ela entrando aqui! Sério, temos que procurá-la!
- Coitado! Acho que você está tão cansado que está a ver coisas! Vamos, não temos tempo para essas alucinações ou brincadeiras, ou o que quer que seja!
Antes que o menino pudesse abrir a boca para reclamar, e que o homem pudesse puxar o garoto para sairem dali, ambos ouviram mais outros ruidos. Sim, aquela floresta estava bem inquieta no dia. Os dois olharam ao redor, compartilhando seus medos sem dizer nada. Mas, assim como começou, os ruidos desapareceram do nada. Estavam, aparentemente, sozinhos de novo. Sentiam-se, agora, cada vez mais gelados; e o frio fazia suas respirações pesadas se transformarem em baforadas de névoas à frente de suas bocas e narizes.
Não estavam sozinhos... O frio poderia ser suas companhias... e estavam sendo vigiados.
- Eu não vou sem minha amiga! - exclamou, num ultimo esforço, o menino.
- Oras, você é algum tipo de idiota! Eu já disse que não temos registro de outros desaparecimento! Mas temos que sair daqui.
- Hugo! - esse foi o grito longínquo que se ouviu, ainda quando os dois discutiam.
- O que foi isso? - perguntaram os outros dois ao mesmo tempo.
- Anne... Anne! A Anne! Sei que é ela. Vamos, você tem que me ajudar a procurá-la, ou então vá embora. Só sei que vou ficar aqui e procurar minha Anne.
- Minha Anne? - exclamou o outro pra si mesmo, como se estivesse loucamente injuriado com aquilo tudo - Minha Anne?! Esses adolescente e seus sentimentos de possessão inutil! Vamos, eu te ajudo. Essa garota deve ser outra idiota, já que entrou na floresta, então vamso logo.
Correram pela floresta, adentrando por entre as árvores, tentando ouvir mais algum grito que os alertassem onde a garota estava. O garoto, sem perceber, se separou do outro homem enquanto corria, adentrando ainda mais na floresta escura e sombria. Ele correu... correu... correu, até que parou num lugar onde a floresta parecia se abrir numa enorme clareira.
Ele deu passos à frente, e olhou ao redor, passando o olho pela clareira. Ali estava vazio, totalmente desabitada - achou ele -; até que visualizou algo estranho. Sim, duas sombras humanas, bem ao canto de umas árvores afastadas e encobertas da luz da lua.
- Anne! Anne, é você? - nem ele percebia que gritava, enquanto corria para o local.
E lá estava a cena mais assustadora que ela vira: um homem alto, cabelos e rostos escuros e sombrios, pele pálida como a própria lua e dentes... dentes pregados no pescoço de Anne, deixando escorrer fios de sangue pelas bordas de sua boca já avermelhada do liquido. Sim, um vampiro.
- Anne! - o garoto avançou para cima do vampiro, tirando de seus braços o corpo de Anne. A menina estava desacordada, enquanto de seu pescoço escorria uma liquido vermelho escuro e vital, manchando as roupas da garota. Uma cena nojenta. Aquele cheiro nauseante de sangue e fome... fome do vampiro.
O homem recuou: estava chorando.
- Droga, por que fez isso? Não adianta chorar agora!
- Mas... Mas... - tentava falar o vampiro, com sua boca avermelhada e mortal. - Ela... Ela... Como eu pude? Não posso me perdoar! Como eu pude?!
O garoto não sabia o que fazer, ou ao menos o que estava fazendo. Droga, o medo só vem quando não precisamos dele! - pensou consigo o garoto, levemente confuso com aquela mistura incansável de cheiros de sangue e fome... e morte.
O vampiro caiu de joelhos, e mantinha um diálogo constante com si mesmo, como se estivesse sozinho num quarto. Suas lágrimas não paravam de descer. Sua fome não parava de gritar. E suas palavras não cansavam de sair.
- Por que?! Por que não me controlei?! Minha irmã! Minha própria irmã! Ela... Não tinha que acontecer isso! Eu não queria fazer isso! Minha irmãzinha... Por que fiz isso? Ela não merece um irmão como eu! Por que eu fiz isso?! Minha irmãzinha... Eu amo minha irmã; por que fiz isso com ela?!... - sua voz cambaleava enquanto ele gritava, ou ás vezes sussurrava. Seu desespero era maior que o que sua aparencia doentia conseguia mostrar.
O garoto continuou olhando pasmo: estava olhando uma criatura desumana chorar por alguém... Não, não; estava olhando para o irmão de Anne. Sim, o irmão de Anne era aquele monstro horrendo! Ele que matara aquele homem, talvez...

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Enfim, o fim! ^^'
Éh... o que acharam? Não sou muito acostumada a escrever contos: geralmente eles saem muito longos ( ;x' ) então não publico nenhum deles. Mas, tipo, me esforcei para resumir esse, sem tirar o foco da história: a relação familiar entre o vampiro e Anne, a suposta assassina. Na verdade ela sabia que ele havia matado o homem, e por isso não se defendeu: queria levar a culpa pelo irmão, que começava a perder o controle por seu desejo de sangue. ;x'

Éh... Espero que tenham gostado ^^'
boa segundo, e desculpe pela demora de postar esse fim: eu devia ter postado ele ontem.

5 comentários:

  1. Ficou interessante, apesar do fim ter estado meio confuso, mas eu gostei bastante.
    É chato como nossos desejos às vezes machucam pessoas que amamos.
    É uma lição interessante.
    E publica mais contos, não importa se eles são longos ou não. Ok, um conto com umas 50 postagens já é demais, mas até, hum, 10(?) acho que não tem problema. E nõ precisa serem apenas os contos até terminarem, pode colocar um, uma posagem dierente e outro depois...
    Bem, beijos, Ju

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  2. Eu entendi bem e não me importo que o conto seja longo, mas pra ser honesta não gostei do final... No começo eu suspeitei que a menina estava encobertando alguém, mas realmente não esperava por isso. E o fato do irmão dela ser um vampiro ficou meio³³³ estranho. Sei lá... não gostei D:

    De qualquer forma, você escreve bem e o que não agradou a mim pode ter agradado a outros... Nem sempre pode-se agradar a gregos e troianos. ^^'

    Não desista dos contos, vou adorar ler mais das histórias que você cria casa resolva postar.

    ;*

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  3. A senhorira ter que ser escritora (tem que ser).Adorei,realmente ótimo!

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    Sobre a prova de inglês obrigada por desejar sorte,creio que foi bem util já que nada que eu estudei caiu na prova (incrível),mas mesmo assim tirei 9 (milagre)

    Beijitos Mary-chan!

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  4. Ah! Que triste! Ma sé lindo!
    Adorei esse conto! Lindo e triste... Deu dó do irmão da Anne e dó dela também!

    Conto super interessante! Nota 10!

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