Ela olhou ao redor. Viu ali o reflexo de suas tolas ações. Riu, sem achar graça nenhuma, enquanto seus olhos vagavam entre a loucura de sua vida. Estava sentada no chão, no meio de seu quarto, e parava seus pensamentos para vislumbrar os móveis caídos, bagunçados, que se misturavam violentamente pelo lugar. Viu a escuridão profunda, que lhe deixava cega; e a solidão noturna, que lhe dava a esperança de não possuir nada além disso. E ainda ria, afastando sua própria razão lógica.

      De repente, ela não achava tão legal ser quem era. Ter o que tinha. Mas reconhecia o quanto era importante tudo aquilo. Tinha dinheiro, um bom emprego, e uma ótima casa. Infelizmente, não possuia uma vida.

      Tentou se arrepender do que disse, há algum tempo atrás. Não conseguiu. A verdade daquela realidade se tornava cada vez mais presente, e ela sentia isso. Ela podia ver. E ignorava. Até onde podia fazer isso, ela tentava fixar sua atenção naquilo que não era seu. Nas emoções que não eram suas propriedades, e nas pessoas que não podiam lhe serem importantes.
  
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 O texto saiu bem pequenininho, e, na verdade, escrevi porque não tinha nada pra fazer. Como sempre, eu não tinha a intenção de construir esse enredo. Só estava pensando em algumas pessoas ricas, que, me parece, sempre acabam se ferindo em suas próprias emoções.
^^'

Bai bai~~
Bjs'

2 comentários:

  1. Os pequenos textos também tem seu encanto
    Fiz o meme,obrigada por me indicar /denovo. Perdão por comentar 2 vezes a mesma coisa --' /souumabaka

    ;*

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  2. Isso leva junto a inveja. Um sentimento que eu tenho, obviamente pelos mesmos motivos da personagem da história. Eu tenho uma casa e um prato bem aqui, à minha disposição. Mas e aí? Quem disse que eu vivo só disso?
    Tenho esperanças de que, algum dia, abra uma das caixas bonitas e bem feitas que contém meus presentes rotineiros, e ache a felicidade dentro, e, quem sabe, a um toque de minha mão, a minha alma.
    Sinceramente, nunca mais a vi on. É uma pena.
    Beijo.

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