O Fúria.

Era só uma criança, e não entendia o que acontecia a seu redor. Só sabia que tudo aquilo se resumia em uma única palavra: ódio. Ódio. Somente ódio, e de algo que ela não fazia muita ideia do que seria.
E o ódio gerava outra palavra estranha, mas presente: Führer.
O Führer.
Não era qualquer um, era o maior. Führer. Ele era o grande. O justo - para alguém que não eles, pelo menos.
A criança olhou ao redor, procurando por entre a multidão de pessoas de pijamas. Procurou sua mãe. Há quantos dias levaram ela? Em quanto tempo ela voltaria?
Ela voltaria?
A criança sentiu-se desesperrada, de repente, alarmada com seus próprios pensamentos. Todos ali estavam inquietos, olhavam uns para os outros com um medo apreenssivo mas compreenssivo.
Eles aceitavam seus destinos. Sabiam que ele não era bom. E aceitavam mesmo assim.
Como lutar contra o ódio de uma nação? Um ódio sem fundamento; como lutar contra ele?
- Papai. - o menino cutucou o pai. - Papai?
O silêncio ali era atormentador. Estavam trancados numa pequena camara, onde o calor era insuportável. O cheiro era forte: judeu + medo + suor. Uma mistura nauseante. Normal.
O pai não respondeu. Olhou para o menino com seus olhos profundos e suspirou. Apertou os dedos do garoto em seus próprios, passando para a criança um novo sentimento.
A certeza.
Tudo já vai acabar. Os olhos do pai prometeram, numa promessa silenciosa.
Um novo cheiro chegou, penetrante, incapaz de ser ignorado. O menino cheirou. Suas pernas já não suportavam seu corpo. Foi ali que ele entendeu. Ali que ele aceitou. Ali que ele... morreu.
Assim como tudo tinha começado. Acabou.
Sem destino, sem motivos. Assim como começou, já estava se findando.
O menino deixou duas lagrimas escorrerem vagarosamente em seu rosto.
Deu tempo de fazer uma ultima pergunta.
- Por que não posso viver?
E veio uma ultima resposta, sem força, quase sem voz.
- Porque o Führer não quer.



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Fazia um tempo que eu queria escrever algo sobre esse assunto, embora nunca me venha criatividade suficiente para fazê-lo. Não achei que o texto saiu muito bom.
Quem já leu livros sobre a segunda guerra mundial, sabe muito bem do que estou falando. De como os judeus eram tratados - como eram odiados e assassinados. O Führer, também traduzido como O Fúria, não gostava de sua própria raça - sua mãe era judia, embora ele nunca tenha aceitado.

O que acharam do novo lay?
n_n'

4 comentários:

  1. esse texto me lembrou O menino do pijama Listrado. meo, chorei mt no final do filme )': odeio esses nazistas do demonio! >:S
    ah, isso me lembrou de ontem:
    nee-chan: odeio o Hitler. Ele tem muita historia, mas um cérebro minúsculo. Que nem o bigodinho dele!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Ahh, o Zero é muito gato. Mas meu coração é muito espaçoso, cabe ele, o Ikuto-san, o Kaname-senpai, o Usui-san, o Shiki-san, o Idol-san *o* e muuuito mais ' kkkk

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  2. One-chan me perdoe,faz tempo que ñ comento!
    Gostei muito do texto,ficou muito bom.
    Eu odeio o Hitler e tudo de mal que ele fez ;@
    Eu já quiz fazer um texto sobre o assunto,mas ñ consegui.
    Eu já disse isso milhares de vezes mas ... ah one-chan vc escreve tão bem *olhinhos brilhando*

    Eu gostei do novo lay,embora eu tenha adorado o sobre a Teto-chan

    Kissus

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  3. Tipo assim - quase chorei.

    Me lembrou o livro A menina que roubava livros. E sabe chorei muito quando acabei de ler e então quase choro com esse texto também.
    Ficou super triste mas super bom!!

    Ai ainda to com vontade chorar - não que eu seja uma manteiga derretida mas...

    Beijos!

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  4. Oi
    To passando aqui pra te avisar que estou de blog novo - mas uma vez hehe
    dá uma passadinha juro que esse será o último XD

    momentos-brenadaniel.blogspot.com

    Beijos!

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